segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

240 anos de Jane Austen


           

  Gêneros Romance | Nascimento16/12/1775 - 18/07/1817 | Local: Inglaterra - Hampshire - Steveton

Romancista britânica nascida em Steventon, Hampshire, Inglaterra, cuja obra literária deu ao romance inglês o primeiro impulso para a modernidade, ao tratar do cotidiano de pessoas comuns com aguda percepção psicológica e um estilo de uma ironia sutil, dissimulada pela leveza da narrativa. Filha de um pastor anglicano, toda a sua vida transcorreu no seio de um pequeno grupo social, formado pela aristocracia rural inglesa. Aos 17 anos, escreveu seu primeiro romance, Lady Susan, uma paródia do estilo sentimental de Samuel Richardson. Seu segundo livro, Pride and Prejudice (1797), tornou-se sua obra mais conhecida, embora, inicialmente, tenha sido malvisto pelos editores, o que levou por algum tempo ser descriminada no meio editorial. Depois conseguiu publicar o romance Sense and Sensibility (1811), cujo sucesso levou à publicação, ainda que sob pseudônimo, de obras anteriormente recusadas. Vieram ainda outros grandes sucessos como Mansfield Park (1814) e Emma (1816) em um estilo menos ágil e humorístico, porém ganhando em serenidade e sabedoria, sem perda de sua típica ironia. Morreu em Winchester, um ano antes de serem publicadas as obras Persuasion e Northanger Abbey, uma deliciosa sátira, escrita na juventude, ao gênero truculento da novela gótica. Seu poder de observação do cotidiano forneceu-lhe material suficiente para dar vida aos personagens de suas obras, e a crítica considerou-a a primeira romancista moderna da literatura inglesa.

 Curiosidades sobre Jane Austen e seus livros


Jane Austen foi, sem dúvida alguma, uma das grandes romancistas de todos os tempos. Em seus livros, escritos no começo do século XIX, ela embarca o leitor em um mundo de amores quase impossíveis e várias intrigas, tendo como cenário a bucólica paisagem rural inglesa. Porém, o que mais chama a atenção de quem lê, são suas personagens principais, extremamente independentes e avançadas para a época vivida. Aqui estão algumas curiosidades sobre cada um dos livros que a deixaram famosa na literatura mundial, e que até hoje arranca m suspiros de quem se deixa levar pelas suas histórias.
Em Razão e Sensibilidade, Jane conta a história das irmãs Dashwood, uma com a personalidade lógica e racional, em contraste com a outra, emotiva e passional. A família passa por grandes acontecimentos, e o livro conta o desenrolar da trama e a evolução de suas personagens.
  • Dizem que a escritora se inspirou na própria relação com a irmã, Cassandra, sendo essa a razão e Jane, a emoção.
  • Este foi seu primeiro livro publicado, escrito sob o pseudônimo “A Lady”.
  • Já ocorreram diversas adaptações para cinema e televisão, mas a mais marcante sem sombra de dúvidas é o filme de mesmo nome estrelado por Emma Thompson e Kate Winslet, e dirigido por Ang Lee.
  • Existe um livro em forma de paródia escrito por Ben Winters, intitulado Razão e Sensibilidade e Monstros marinhos.Orgulho e Preconceito conta a história de Elizabeth Bennet, e como ela reagia aos modos da sociedade da época. O enredo entrelaça a personalidade difícil de sua personagem principal com a descoberta de um amor perante as dúvidas e o preconceito das pessoas ao redor.
    • Intitulado inicialmente de Primeiras Impressões, o livro passou por mudanças na edição, e resolveu-se usar o seu nome atual na capa da publicação. Alguns críticos dizem que o título foi trocado para que se pudesse ter um apelo comercial, relacionando-o com a antítese usada no sucesso anterior, Razão e Sensibilidade.
    • Esse foi o romance mais famoso de Jane Austen, tendo sido vendidas mais de 20 milhões de cópias. Na Inglaterra, uma pesquisa feita pela rede de TV BBC revelou que o livro tem grande popularidade, ficando atrás apenas de O Senhor dos Anéis.
    • A sua adaptação mais famosa foi o filme de 2005, estrelado por Keira Knightley, indicada ao Oscar de melhor atriz por sua atuação. A BBC adaptou o livro em 1995 e escalou Colin Firth para viver o sonhado Mr. Darcy.
    • Ben Winters, com base na história, criou outra paródia a partir dos livros de Jane Austen, sendo essa com uma temática mais conhecida pelos fãs da cultura pop, Orgulho & Preconceito & Zumbis.
    Emma traz a vida da Srta. Woodhouse, uma jovem mimada que vive de dar conselhos aos que estão ao seu redor, e que não se importa em ver todas as suas conhecidas se casando. Porém, acaba se apaixonando quando passa a sentir ciúmes do casal a quem ela mesma resolveu unir.
    • Emma foi a primeira personagem de Austen que não tinha preocupações financeiras. Poderia assim ser essa a razão de não querer se casar tão cedo.
    • O livro também foi adaptado para o cinema e estrelado por Gwyneth Paltrol em 1996. No Oscar venceu nas categorias de melhor figurino e melhor trilha sonora original.
    Persuasão gira em torno de Anne Elliot, que após ser impedida de se casar com o homem o qual ela ama, passa a ter que conviver com sua presença anos depois, quando ele se interessa por sua vizinha.
    • A obra é póstuma, tendo sido publicada em 1818, e Austen tendo morrido em 1817.
    • É o último romance completo escrito por Jane Austen.
    • A história marca mudanças no quadro social da época, quando um homem de uma realidade mais pobre consegue ascender socialmente por meio do seu trabalho, e não por herança. A autora se inspira no sucesso dos dois irmãos, que serviram a marinha real e acumularam dinheiro pelos serviços prestados.
    A escritora deixou a sua marca no mundo todo, e aproximou até quem não é fã de literatura clássica. É reconhecível o seu trabalho, e suas obras são verdadeiramente originais e bem escritas. Para aqueles que ainda não tiveram o prazer de ler nenhum de seus livros, vale acrescentar que os mesmos podem ser encontrados gratuitamente em alguns sites e em edições mais em conta em diversas livrarias.

Há exatos 240 anos, nascia Jane Austen. A escritora britânica, que é referência no gênero romântico, escreveu seis livros em sua vida que são inspiração para diversas obras do cinema e literatura. Em comemoração ao aniversário de Austen, separamos cinco curiosidades que rodeiam a vida da autora de Orgulho e Preconceito e que você provavelmente nunca soube ou percebeu.
Sexo
Só porque a moral da época não permitia relações sexuais para não casados, não significa que as pessoas eram ignorantes sobre o assunto. Mesmo Austen, que provavelmente morreu virgem, desliza alusões e eufemismos em seus romances, e quando Darcy diz que “meus sentimentos não serão reprimidos”, os leitores da época teriam entendido que ele queria dizer mais do que apenas seu afeto por Elizabeth. Além disso, os uniformes apertados dos soldados são certamente comentados pela autora, o que teria captado a atenção de muitas jovens daquela época.
Sem beijos?
Apesar de ser conhecida por histórias intensamente românticas, não há descrições de beijos apaixonados nos livros de Jane Austen. Isso só mostra como a escritora é genial, uma vez que consegue escrever sobre relações amorosas de um modo tão engenhoso que o leitor simplesmente não sente falta do contato físico entre os personagens.
Envenenamento
Jane pode ter sido morta por envenenamento, segundo uma investigação feita pela autora Lindsay Ashford. De acordo com Lindsay, a pista surgiu de uma carta redigida pela escritora algumas semanas antes de morrer. Na carta, Jane afirmava estar doente, porém com manchas de várias cores espalhadas pela pele. Estas manchas são comuns em pessoas que recebem doses pequenas e constantes de arsênico. A teoria ficou ainda mais evidente depois que foi analisada uma mecha de cabelo de Jane depois de sua morte, onde foi constatada a presença do veneno, que poderia ter sido ingerido alguns meses antes de morrer. De acordo com Ashford, uma das causas do envenenamento por arsênico pode ter sido o uso de alguns remédios antigos que continham a substância, porém não foi descartada a hipótese de que Jane Austen possa ter sido envenenada intencionalmente.
Relação com a mãe
No livro ‘Jane Austen – a Life’ de Claire Tomalin, ela conta que a distância emocional entre Jane e sua mãe foi evidente por toda a sua vida. Aliás, há uma frieza, não só em relação à mãe, como também em relação a ela mesma. Naquela época, era comum uma prática entre as mães: após 4 meses, elas entregavam seus filhos a uma mulher para cuidar deles até começarem a falar e a andar. Isso deve ter deixado marcas em Jane, pois é evidente o distanciamento da autora em relação à mãe. Tomalin diz que, quando se lê as cartas de Jane, percebe-se seu espírito sensível e vivo, mas também sua couraça e certa postura defensiva. Ela não demonstra ternura por si mesma, nem pelos demais. São cartas, diz a biógrafa, “de uma pessoa que não abre o seu coração para ninguém e, na mulher adulta (…) se adivinha a menina que não sabia onde buscar o amor ou a segurança e que se refugiou atrás de uma couraça para se defender da rejeição”.
Baseball
A primeira vez que a palavra “baseball” apareceu na literatura foi em Northanger Abbey, escrito em 1798 e publicado depois de sua morte. O termo “dinner party” (jantar festivo, em português), popular na Inglaterra, também foi lido pela primeira vez em Mansfield Park, mais precisamente no capítulo 41.

Revisado por Juliana Skalski
Créditos aos blogs Escritoras Inglesas e Amantes de Jane Austen

Livro Amy e Matthew






                                                          Jovem adulto / Romance
                                

                                   Às vezes, "eu te amo" é o mais difícil de dizer. 




Título Original:Say what you will
Autora: Cammie McGovern
Editora: Galera
Sinopse: Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não eram amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos. Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realidade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa. À medida que passam mais tempo juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou.E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... Exceto o que mais importa.


"Como já dizia Lana Del Rey "Às vezes o amor não é o bastante." 

"Você é a única pessoa em que penso e associo a felicidade" - pág 215.

"Se você quer melhorar, não faça a escolha fácil; opte pelo caminho mais difícil."

 Eu não sei o que está à frente, mas eu sei que não tenho medo.


sábado, 14 de janeiro de 2017


Tentei lutar, mas em vão. Não consigo mais, não posso suprimir meus sentimentos. Você tem que me permitir dizer com quanto ardor eu admiro e amo você.
—  Orgulho e Preconceito

Orgulho e Preconceito Jane Austen



                                                             


Eu perdoaria sua vaidade se ela tão facilmente não tivesse ferido a minha.” (Orgulho e preconceito - Jane Austen)
                                                                          

“Como é adorável passar a tarde assim! Garanto que não há nada mais divertido que ler! Tudo cansa, menos um livro! Quando tiver a minha própria casa, não serei feliz até ter uma excelente biblioteca!" (Orgulho e Preconceito - Jane Austen, p. 269)

E assim terminou o amor que ele sentia por ela – disse Elizabeth, com impaciência. – Imagino que muitos amores foram superados assim. Gostaria de saber quem foi o primeiro a descobrir a eficácia da poesia em acabar com o amor!
– Eu costumo considerar a poesia o alimento do amor – disse Darcy.
– É até possível, se se tratar de um grande amor, forte e saudável. Tudo serve de alimento para o que já é robusto. Mas, se for só uma inclinação fraquinha e mirrada, estou convencida de que um bom soneto acaba de uma vez com ela. 
Darcy limitou-se a sorrir.
Possuo bastantes defeitos, mas não de compreensão, assim o espero. Quanto ao meu gênio, não garanto que seja muito bom, creio que é um pouco ríspido demais. Sim, certamente ríspido demais para as conveniências do mundo. Não consigo esquecer as loucuras e os vícios dos outros tão rapidamente como devia. Nem as ofensas que me fazem. Meus sentimentos não se inflamam ao menor esforço ou tentativa. Meu temperamento pode ser chamado rancoroso. Uma vez perdida a boa opinião que tenho de uma pessoa, está perdida para sempre.

A distância não é nada quando se tem um bom motivo.

A imaginação de uma moça é muito rápida; ela pula de admiração para amor, de amor para matrimônio em um instante.


                         



Biografia de Julia Quinn, Julie Pottinger

Gêneros Romance, Histórico | Local: Estados Unidos

Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons. 

É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.

http://juliaquinn.com/



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

❤ ~ Becoming Jane Final Dance Scene ~ ❤


Amor e Inocência


Data de lançamento: 10 de agosto de 2007 (EUA)
Direcao: Julian Jarrold
Musica composta por: Adrian Johnston
Autora: Jane Austen
Roteiro: Kevin Hood, Sarah WIlliams



"Jane Austen tem 20 anos e começa a se destacar como uma escritora. Enquanto ela está mais interessada em desvendar o mundo, seus pais querem que ela logo se case com um homem rico, que possa assegurar seu status perante a sociedade. O principal candidato é o sr. Wisley, neto da aristocrata Lady Gresham, mas Jane se interessa é pelo malandro Tom Lefroy, cuja inteligência e arrogância a provocam."

Sinopse O filme é sobre a biografia da escritora Jane Austen, e retrata o suposto romance de Jane com Thomas Lefroy, um advogado que fora obrigado por seu tio a ir passar um tempo com seus parentes. Com má fama, Lefroy conquista Jane, e Jane o conquista com seu jeito diferente de ser e de pensar. Jane sofre muito pelo amor que sente pelo Lefroy. Após uma tentativa de casamento, uma carta estraga todos os planos que Jane e Thomas tinham, e Jane aceita o pedido de casamento de um jovem. O romance teria inspirado a obra Orgulho e Preconceito o mais renomado romance da autora.


O Duque e Eu de Julia Quinn

"O Duque e Eu" de Julia Quinn

imagem da internet

Livro: O Duque e Eu 
Título original: The Duke and I 
Autor (a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
ISBN: 9788580411461

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.

Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Eu sou apaixonada e suspeita de falar em romances de épocas, acho ate que nasci no seculo errado. É um crime não ler a serie e Julia Quinn.


              Família Bridgerton: 

  • O Duque e Eu 1
  • O Visconde Que Me Amava 2
  • An Offer from a Gentleman 3
  • Romancing Mr. Bridgerton  4
  • To Sir Philip,with Love 5
  • When He Was Wicked 6
  • It's in His Kiss 7
  • On the Way to the Wedding 8

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Resenha do livro Paris vs New York



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Paris versus New York
Vahram Muratyan
Editora Intrínseca, 2013
224 páginas
Vahram Muratyan é um jovem artista gráfico de origem armênia criado em Paris. Em 2010, depois de uma longa temporada em Nova York, ele criou o blog Paris versus New York como uma espécie de registro visual de suas experiências, um bem-humorado confronto entre duas das mais míticas cidades do mundo. O sucesso foi surpreendente e o blog teve mais de cinco milhões de visitas em um ano. A sofisticada batalha visual, travada por um amante de Paris vagando por Nova York, se transformou em livro e firmou o artista como um designer renomado, com uma carteira de clientes que inclui grandes nomes da moda, entre eles Prada e Chanel.
Este amistoso confronto artístico é dedicado aos amantes de Paris, de Nova York e àqueles que estão divididos entre as duas cidades.
Enquanto passava um tempo em Nova York, o artista percebeu as diferenças entre os dois lugares, e começou, ao acaso, a desenhar e publicar essas percepções em um blog, que ele intitulou de Paris vs New York O blog fez tanto sucesso que tornou-se um livro pouco tempo depois.

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Paris como lar. Paris é famosa famosa por suas ruas encantadoras, suas infinitas possibilidades e seu mistérios.
             “[…] O apelo universal dessas duas capitais culturais me surpreende. Pagina 7

          “[…] Como uma sereia,  New York me seduziu. Pagina 7


 
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domingo, 1 de janeiro de 2017

Trilha Sonora do filme le fabuleux destin d'amélie poulain


 by Yann Tiersen. 

0:00 - 1:29 J'y suis jamais allé
1:34 - 4:33 Les jours tristes
4:37 - 6:49 La valse d'Amélie(version originale)
6:54 - 9:06 Comptine d'un autre été - L'après midi
9:14 - 11:12 La noyée
11:17 - 12:45 L'autre valse d'Amélie
12:52 - 16:02 Guilty (Al Bowly)
16:04 - 19:31 A quai
19:37 - 24:00 Le moulin
24:05 -25:53 Pas si simple
25:55 - 27:51 La valse d'Amélie (Version Orchestre)
27:57 - 30:13 La valse des vieux os
30:18 - 34:28 La dispute
34:34 - 37:58 Si tu n'étais pas là (Fréhel)
38:06 - 40:54 Soir de fête
40:58 - 42:06 La redécouverte
42:11 - 46:29 Sur le fil
46:40 - 48:00 Le banquet
48:06 - 50:37 La valse d'Amélie (version piano)
50:45 - 54:20 La valse des monstres
54:26 - 56:05 L'autre valse d'Amélie (Quatuor pour cordes et piano)
56:08 - 57:55 Les deux pianos
58:05 - Fin La maison.